Relato do II Encontro Nacional de Inteligência Artificial dos Tribunais de Contas — Atricon, TCE-MG e IRB.
Áthila Vinicius (GCRPPC)
Onde eu estive

“Inteligência Artificial no Controle e na Governança Pública: entre a Regulação, a Ética e a Inovação.”
O debate não foi se os Tribunais devem usar IA — isso já é consenso. Foi sobre como usar com responsabilidade: com supervisão humana, transparência e respeito a direitos.
A grande virada
Olha pelo retrovisor — só enxerga o que já passou.
Funciona como um GPS — avisa o risco lá na frente.
Como saímos do retrovisor para um GPS que avisa o problema lá na frente.
Não é futuro — já é realidade
IA generativa resume processos e prepara minutas de voto — o auditor revisa, não redige do zero.
Assistente acoplado ao processo eletrônico, que interpreta documentos e resume autos.
Torna milhares de páginas pesquisáveis e responde perguntas da auditoria.
Robôs cruzam bases e apontam indícios de irregularidade — fiscalização preventiva.
Pergunta em linguagem natural sobre normas e jurisprudência, dentro do sistema.
Chat de IA que aproxima o cidadão do controle social das contas públicas.
O TCE-CE criou o “Chico”, um assistente de IA que ajuda o cidadão comum a entender e acompanhar as contas públicas.
É a prova de que a IA nos Tribunais já saiu da área técnica e virou ferramenta de transparência e cidadania.

Por que precisamos agir
Foi desenhado para uma realidade que não existe mais:
É humanamente impossível revisar tudo isso no método antigo. A IA entra para dar conta dessa nova escala.

Não é um projeto isolado: é um processo deliberado e contínuo.

Com responsabilidade
A IA apoia e acelera; a responsabilidade e a palavra final continuam do servidor.
É preciso poder explicar e auditar como a IA chegou ao resultado.
Tribunais lidam com dados sensíveis — segurança e proteção são inegociáveis.
Mal governada, a IA pode repetir e ampliar desigualdades.

Um ponto repetido no evento: muitos tribunais avançaram em parceria com universidades, que ajudam a desenvolver e implantar as soluções de IA.
O Tribunal traz o problema real; a universidade traz pesquisa, alunos e desenvolvimento. Resultado: solução sob medida, com custo controlado.
Onde o TCE-AL está
Muitos tribunais já saíram na frente. O TCE-AL ainda está nos primeiros passos.
Isso não é uma crítica — é uma janela de oportunidade. Quem começa agora aprende com o caminho já trilhado pelos outros e evita os mesmos erros. Mas a janela não fica aberta para sempre.

Próximos passos
Um problema real e repetitivo — ex.: leitura de muitos documentos em auditoria.
Começar pequeno, com objetivo claro e resultado mensurável.
Universidade e/ou tribunais que já fizeram — aprender com quem já anda.
Supervisão humana, segurança de dados e transparência como base.
Outros tribunais já provaram que dá certo e é viável. O melhor momento para o TCE-AL dar o primeiro passo é agora.
Áthila Vinicius (GCRPPC)